Compartilhe!

A Síndrome do Glúten

por

pao de forma - caution

Por Casa Santa Luzia

A preocupação da dentista e homeopata Sofia Maria Cardoso de Almeida Cattaccini* com a alimentação começou há 27 anos quando seu filho mais velho, Murilo, nasceu com várias alergias e um diagnóstico complicado em relação às restrições que teria de enfrentar desde cedo e à sua qualidade de vida no futuro. Foi assim, contando essa história, que Sofia iniciou a palestra sobre A Síndrome do Glúten na Casa Santa Luzia, em São Paulo.

Entusiasta da alimentação sem glúten, Sofia explicou que essa substância não existe na natureza. O glúten é uma combinação de duas proteínas: a gliadina (responsável pela extensibilidade) e a glutenina (pela elasticidade) que são as responsáveis pela alteração da mucosa intestinal e a consequente inflamação. Isso é ruim para todos, tanto os celíacos (alérgicos ao glúten) quanto os não-celíacos, por isso mesmo aqueles que não tem a intolerância ao glúten precisam ficar atentos para a quantidade de alimentos com a proteína que consomem. Sofia indica fazer intervalos de dois a três dias entre a ingestão desses alimentos.

A doença celíaca atinge todo o sistema corporal, já que a mucosa intestinal se interliga com todas as outras mucosas do corpo, os sintomas da intolerância ao glúten são bem diversificados: afta, sinusite, bronquite, dermatite, esofagite, entre outros. E nem sempre é fácil associar esses sinais a um problema de alergia alimentar. De acordo com Sofia, “é um sistema de fofoca entre as mucosas”. Por esse motivo, a síndrome do glúten acaba contribuindo para o aparecimento de muitas outras doenças, como lupos, tireoidite de Hashimoto, fibromialgia, doenças vasculares, síndrome do cólon irritado, gastrite, ovário policístico, diabetes tipo II etc.

casa santa luzia e sofia
casa santa luzia e sofia

Sofia faz um alerta às mães sobre os riscos de uma rotina alimentar que privilegia o uso do glúten, explicando que “quanto mais cedo o glúten for introduzido na alimentação dos bebês, maiores as chances de processos inflamatórios que, no futuro, se transformam em doenças autoimunes”. Assim, é importante esperar até os dois anos de idade para inserir tanto o glúten como o leite na alimentação da criança. Nessa fase, o intestino já atingiu o grau de maturidade necessário para processar esse tipo de alimento.

Ao final da palestra, a homeopata deu dicas de como melhorar nossa qualidade de vida, por meio de uma alimentação mais saudável. São elas:

  1. Aumentar o consumo de fibras, principalmente da biomassa da banana verde.
  2. Diminuir a ingestão de refinados: farinhas e açúcares.
  3. Preferir sempre alimentos integrais.
  4. Evitar enlatados, embutidos, café e leite.
  5. Consumir frutas, legumes, crucíferas (brócolis e couve flor – ajudam a diminuir a sensibilidade ao glúten).
  6. Escolher óleos saudáveis: linhaça, coco, oliva, castanha e o ghee (parte da gordura da manteiga – é um ótimo anti-inflamatório).
  7. Introduzir açafrão na alimentação diária para desintoxicar, contudo não se deve cozinhar o açafrão.
  8. Tomar sol para melhorar a absorção da vitamina D.
  9. Deixar de molho as leguminosas por no mínimo 8 horas para a remoção dos fitatos e lectinas (toxinas que provocam inchaço e inibem a penetração do ferro, cálcio, magnésio e zinco pelo organismo).
  10. Não ingerir líquidos às refeições.
  11. Diminuir o uso de adoçantes e bebidas diets.
  12. Consumir clorofila.

*Sofia Maria Cardoso de Almeida Cattaccini é homeopata, acupunturista, dentista e proprietária da Diaita Conceito em Alimentos Funcionais – Padaria Artesanal sem Glúten e sem Leite.

**Veja aqui mais Artigos, Dicas e Nutrição.

5 respostas para "A Síndrome do Glúten"
  1. Olá! Já comentei antes, mas fui diagnosticada a 10 anos com intolerância a lactose, a intolerância ao gluten foi descartada. Porem hoje sofro novamente com os sintomas além de já ter tido complicações da tireoide, dermatite e renite constantes. Ao consultar diversos gastros, apenas reforçam a dieta sem lactose, e remédios paliativos para os desconfortos digestivos. Mas nunca imaginei que a dermatite (constante, principalmente no couro cabeludo) e a renite tivessem qualquer relação….

  2. por minha conta comecei a cortar o gluten e alactose , vi o meu abdomen diminuindo de tamanho e a minha respiraçao e outra, respiro melho, e acabou os gases da barriga .

    • Oi Marcia, td bem? Muito boa sua iniciativa! Mas me conte, vc pensa em procurar algum acompanhamento? Minha sugestão seria encontrar uma nutricionista funcional. Creio que vai te ajudar muito! Depois venha me contar. BJssss

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *