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Ansiedade

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“Olá Débora,

Hoje, procurando no google sobre alimentos sem lactose e glúten, conheci seu blog. Gostaria de parabenizá-la pela iniciativa, pois estou achando tão difícil encontrar informações sobre este estilo de alimentação…

Assim, como você, também estou descobrindo que meu corpo não tolera muito bem lactose e glúten, mas isso depois de meses e mais meses enfiada em consultórios médicos com crises de gastrite que me renderam até uma internação. Enfim, é tudo muito sofrido até a gente encontrar o que pode ser um dos agentes agravantes, você deve conhecer bem esta história.

Bom, só tem um trecho na sua descrição, que gostaria de comentar. Quando você diz que “aprendeu a lidar com a ansiedade”, o que exatamente significa isto? Estou perguntando, talvez sendo até meio intrometida (risos), pois passo também por problemas de ansiedade crônica e até alguns problemas de saúde, como fibromialgia, que hoje sei estarem diretamente ligados ao quadro de ansiedade crônica. O que você fez para mudar isto, para se sentir melhor? O que indicaria?

Bem, não vou me estender muito. Parabéns pelo blog, muita força na sua dieta e um ótimo final de semana!!
Abraços,
Tatiana.”

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Bom Tati… realmente é difícil lidar com ansiedade. E na verdade, estou aprendendo continuamente. Às vezes esqueço e volto aos hábitos antigos. Mas quando eu percebo, já tento entrar na linha novamente. Vou copiar um texto logo abaixo, uma amiga que é psicóloga me mandou. Inclusive, fiz vários meses de terapia com ela, antes de casar e depois. Ela me ajudou muito a me entender. Se você tiver oportunidade, procure ajuda de uma psicóloga (o). Ajuda muito!

Abaixo segue o texto:

“O que nos Impede de Emagrecer”
Buscar estar bem consigo mesmo e com sua imagem corporal é um dos grandes desafios do mundo moderno. O fato das pessoas engordarem e emagrecerem com oscilações, faz com que as pessoas fiquem presas a balança, gerando um ciclo vicioso na comida, capaz de intensificar ainda mais a dificuldade de emagrecer.
Após vinte anos de estudos científicos e terapias de grupo, Judith Beck chegou a algumas conclusões consideráveis sobre os principais fatores que levam as pessoas viverem em constante luta para manter a forma. Ela descobriu que um dos motivos que mais interferem para a pessoa não conseguir manter o peso são seus pensamentos sabotadores. Toda recaída na alimentação começa primeiramente no pensamento, depois na ação, ou seja, se a pessoa consegue dominar seus pensamentos, ela certamente conseguirá ter controle alimentar, mas para isso é preciso descobrir quais são esses pensamentos sabotadores.
Eu li todo o material dessa autora e resolvi resumi-lo para você obter as informações necessárias. São estes:
  • “Não há nada de mal comer essa comida, porque isso não vai me engordar”. Quem pensa assim não percebe que de grãozinho em grãozinho, a galinha enche o papo e o resultado pode ser o aumento de peso.
  • “Comer isso não vai fazer diferença”. A pessoa que pensa assim está subestimando as conseqüências que se apresentarão futuramente. Cuidado!
  • “Já que exagerei um pouquinho, posso também comer tudo o que quiser no resto do dia.” Esse pensamento ilusório pode custar muito caro.
  • “Minha amiga pensará que eu farei pouco caso da comida dela se eu comer só isso”. Pensar assim pode ajudar sua amiga, mais pode acabar com o esforço de uma semana inteira de empenho com a alimentação.
  • “É muito difícil fazer dieta. Acho que vou desistir.” Uma dieta pode se tornar mais fácil ou mais difícil, de acordo com aquilo que você pensará sobre ela. Tente facilitar as coisas e pensar que os obstáculos são muito menores do que os resultados que você irá colher.
  • “Eu sou muito ansiosa e não tenho autocontrole. Sei que isso nunca vai mudar.” Não pense assim, pois todos que já lutaram contra a balança já tiveram esse pensamento, mas não deram atenção para ele. Se você acreditar nessa mentira, você poderá se arrepender profundamente, além de não conhecer quais são suas verdadeiras habilidades.”
Lembre-se: Você tem que viver cada dia como se fosse único. Um dia de cada vez fica mais fácil tolerar as dificuldades, do que você pensar no sofrimento de todas as semanas. Na verdade, o cuidado é para toda vida, mas há como diminuir esse sofrimento, mudando apenas a maneira como você pensa.
Todas as vezes que esses pensamentos sabotadores resolverem se manifestar, acabe com eles para não facilitar uma recaída. É você que controla o problema e não o problema que controla a sua vida. Atente-se para isso.
Texto de Karine Rizzardi, Psicóloga especialista em Família e Casais
Instituto Linnea, Cascavel-Pr

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*Tem um livro que eu comprei e que é ótimo. Se chama “A Dieta Definitiva de Beck”. É o livro que está citado no texto acima. Esse livro, combinado com as sessões de terapia deram um arranque para eu mudar meus hábitos, não somente alimentares, mas emocionais também. Espero ter ajudado! ;)

9 respostas para "Ansiedade"
  1. Entrei por aqui tem pouco tempo. Venho namorando essa idéia de alimentos sem gluten e lactose…E sou muito ansiosa também, adorei a matéria sobre ansiedade.
    Obrigada por esse espaço.

  2. Oi, Acabei de encontrar o seu blog e estou adorando as suas receitinhas!Principalmente as de bolo e biscoitinhos, que sao as que meu pequeno mais gostam!Mas tenho uma perguntinha – Em algumas receitas vc diz que substitui a farinha de aveia por farinha de soja, mas acontece que meu filho tambem nao pode comer soja, nem margarina que contenha soja. Vc sabe com que eu poderia substituir?Obrigada, estarei sempre por aquiPatricia

    • oi pati!!!! hum…. dependendo da receita vc pode usar amido de milho, farinha de arroz, fécula de batata… agora tem vários tipos de farinhas nas casas de grãos e produtos naturais.na última semana comprei farinha de maracujá e de banana verde!!! mas aí é meio no teste, ir tentando até ver qual a proporção fica boa. a margarina q eu uso normalmente é a becel (sem leite), mas ñ sei se é isenta de soja, teria q dar uma olhada na composição.mas escreva sempre!! é mto bom trocar idéias!!! :D abraçossss!

  3. Olá Débora, agora (depois de 3 dias!!…rss) que consegui ler seu blog com o meu e-mail. Legal publicá-lo, talvez ajude outras pessoas que também passam pelas mesmas dúvidas. Tem uma coisa que eu gostei muito no texto que postou, que é um trabalho diário. Realmente, se reeducar, fazer de maneira diferente o que você foi ensinado a vida inteira a fazer do mesmo jeito, é um trabalho difícil e de tijolinho por tijolinho, mas, acredito que dê certo.No meu caso, particularmente, estou super de bem com a balança, o problema aqui é a ansiedade e as dores que a fibromialgia provocam (que são punks!!). Mas, com força, fé em Deus e dieta, a gente segue a vida, tentando melhorar sempre!!Um super abraço pra você!!Tati.

  4. Recebi via e-mail:"De: Ana Ligia M. Bulhões Olá Débora. Tenho uma amiga aqui em natal que tem fibromialgia há anos, e sofria muito com essa doença, passando de médico em médico,até que foi a uma médica ortomolecular a qual aconselhou-a a tirar alimentos que tem glúten há um ano. Hoje ela está super bem, perdeupeso e disse pra mim que está curada. Espero que dê certo para a Tati. Abs."———–Ana, eu também já ouvi falar que as doenças auto-imunes (como fibromialgia, artrite e as doenças reumáticas) tem haver com o consumo do glúten. E para as pessoas que tem uma pré-disposição a isso, o glúten seria um gatilho pra desencadear as reações. Minha nutricionista de Cascavel me contou isso. Mas é preciso bastante força de vontade e posicionamento para eliminar da nossa dieta as coisas que fazem mal. Sucesso pra nós! :D E obrigada pelo comentário!!

  5. Amiga, acabei de receber por e-mail seu post, transcrevi as dicas em meu blog com os devidos créditos. Se achar que abusei e não gostar por favor me comunique que retiro.Estou começando o blog, ainda sou recente em tudo que se refere a gluten, pois descobri á pouco tempo e tudo que acho interessante coloco no blog. O que puder me ajudar eu agradeço.

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